
Quando eu vejo esse espaço em branco que está sempre disponível a me escutar no blog. Eu penso em inúmeras palavras postas de qualquer jeito na internet, e na repercussão que meus pensamentos poderiam ter, eu penso nos sentidos que eu queria encontrar, mas quando mais penso menos os tenho.
Será que perdi a graça de acreditar que isso significaria de fato um desabafo do meu dia-dia? Eu ando percebendo que estou uma fissurada pelo meu trabalho, pois as poucas horas de "alegria" encontro lá, e tudo é tão gratificante, é tão recompensado, a cada ajuda que eu disponibilizo, a cada ensinamento que eu passo durante os treinamentos dos novos operadores do Banrifone, ou a cada dinâmica de grupo, a cada entrevista por telefone, enfim. Eu sinto que eu ajudo gente de verdade, de osso, de rosto, de alma. E cada sorriso que recebo é mais que recompensador.
É vida.
Mas tenho me esquecido da minha vida pessoal, tenho sido meras palavras repreendidas e constrangidas, as vezes acho que o cansaço e a rotina me fizeram menos interessante, vai saber.
Há diversas garotas sempre dispostas e alegres, e eu sou uma "delas", mas com umas horinhas de sono a menos.
Tá chega de reclamar um pouco, ultimamente tenho sido uma tramática compulsiva, UM INCONTROLÁVEL NÚMERO DE BLÁ, BLÁ, BLÁ.
Sem contar que eu mesma já cansei das minhas frases mulherzinhas e chorosas, chega disso, cadê o feminismo exacerbado a cada 2 palavras escritas? Hein? Hein, cadê a luta pela classe das mulheres solteiras, independentes, desenvolvidas mentalmente e financeiramente (TÁ CERTO, não chame estágio de desenvolvimento financeiro- Cara Rafaela).
Mas paramos por ai, eu tenho muito o que desenvolver ainda, e gosto do meu trabalho, embora a falta de crescimento e plano de carreira interno seja algo de outro mundo. Eu adoro minha chefe e suas loucuras que me contagiaram, adoro meus colegas, os supervisores de outras áreas. Os outros setores, e sinto uma vibração tão boa, que poderia dizer que estou num barco prestes a partir para a Guiana Francesa.
Porém com um curto período de 2 anos, 2 meros anos pra aproveitar esse barquinho. Mas ok, eu to aprendendo demais, to surtando várias vezes. Ainda mais quando não dou conta da correria dos telefonemas, das subidas e decidas do 12º andar ao 4º, do 4º ao 11º, do térreo ao 12º. E não dou conta mesmo, na verdade super dou conta sim, eu nunca fui tão ativa na minha vida, nunca pensei tão rápido nem aderi tantas informações a respeito de um determinado trabalho. E faço entrevistas hoje de olhos fechados com o roteiro na mão e a avaliação pronta em 2 toques de tempo.
To correndo, to correndo muito, muito pra usufruir de tudo isso, conhecimento gera conhecimento e é através desses 6 meses que já consegui passar muitas informações à pelo menos 100 novos funcionários. E isso gratifica, retifica, enviar e-mail de contratação Vera, Tânia, lembrar dos "girinos" (assim que eu apelidei carinhosamente aqueles que participam do Projeto Pescar na empresa). Diogo, como anda o processo de contratos? Todos trouxeram os documentos? E já estão cadastrados para atendimento? E os ramais estão gravando? E as entrevistas estão no sical? Intranet, intranet, onde tem Banrisul? Transferências são aqui caros colegas, recargas de celular? - Pede um instante por favor. Mas alguma informação ou serviço?
E o cérebro deu pane de tanto entender e aprender sobre TUDO isso.
(Lembrar de um dia fazer uma postagem sobre como NÃO se deve agir em uma entrevista ou dinâmica de grupo - Cada um que me aparece)
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