Quero mais de ousadia e um pouco de pecado. Sair da linha tênua entre o certo e o errado.
sábado, 30 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Andei e ando afastada daqui
Tanto tempo que eu já não venho aqui, que andei um pouco até sem saber o que postar hoje.
Em primeiro lugar, esta realmente uma correria, e quanto mais eu acho que as coisas vão acalmar, em algum determinado momento, adivinhem, elas não acalmam.
A UFRGS esta me sugando as energias, embora ela nem saiba quem sou eu, essa ilustre desconhecida, agora mais desconhecida do que nunca.
Minha vida pessoal? Anda assim um tanto quanto sonolenta, minhas horas de sonos estão cada vez mais reduzidas, e embora eu as aproveite bem, nunca é o suficiente para meu corpinho dorminhoco.
Acho que essa maratona de vestibular realmente deve cansar, eu que quase não tenho mais vida para entrar aqui, tenho tantas coisas pra escrever e já nem me lembro tanto. Lembro-me agora somente das concordâncias verbais e do deslocamento do sujeito, é porque eu estou aqui e o livro de português também, ao meu lado me orientando: Não podes esquecer-se de mim, viu!
Eu não esqueço, prometo. Embora pra não esquecer dessas matérias maçantes de ensino médio, as vezes seja necessário esquecermos de nos mesmos.
Eu esqueci, faz três dias, de ligar pra minha medica, e embora já tenha anotado em todos os post-its que eu encontrei pela frente, amanha não ligarei, tenho quase certeza.
Mas o que mais esqueci de dizer é que conheci a MARTHINHA, a Martha Medeiros, e ela não é nenhum ser de outro mundo, é até bem bronzeada pra quem transita por Porto alegre. Até um tanto mais magra do que eu imaginava. Ela é uma mulher, como qualquer outra, mas que teve a capacidade de me fazer indagá-la por 3 noites seguidas.
Eu ainda estou digerindo na minha memória, a hora em que ela segurou a minha mão, e que eu tive uns leves 3 segundos de conversa.
Bom? Foi sim, natural e estranho, é como se eu imaginasse que ela não pudesse existir na terra, e OH, ela estava ali na minha frente.
Bom, comprei o novo livro dela, é claro, pra conseguir um autografo de uma escritora conhecida. Tem-se que comprar seu mais recente livro.
Li em um 1 dia e meio e não pude me conter, engajei o término do outro livro que já estava lendo da mesma.
O ultimo livro dela? Bom bem bom, bonzinho pra falar a verdade. Eu acho que já escutei demais sobre relacionamentos, então, a maioria desses livros pra mim, são banais.
Mas a forma literária dele? Ótimo. Ela não usou parágrafos, como eu! Me senti tão feliz de alguém ainda ter capacidade de usar a liberdade literária.
Se são pensamentos não necessitam parágrafos.
O seu livro de crônicas, no qual estou lendo agora- Trem Bala, é um tanto quanto melhor do que o fora de mim (o tal livro bonzinho). São crônicas mais antigas da carreira da escritora, e que nos fazem lembrar alguns fatos que ocorreram na virada do século.
Eu realmente prefiro mais crônicas. Prefiro, porque são contos diferentes, pensamentos não repetitivos (às vezes são). Mas não se prendem em um dado assunto, o resto de seus dias.
Esses foram meus livros do momento, e já vou achar um tempinho pra ler Montanha Russa (da mesma Marthinha), porem, no momento: Primo Basílio, Lucíola, e toda a massa de livros de leituras obrigatórias, são parte das minhas prioridades.
Bom é isso, até o momento em que eu puder retomar as minhas atividades normais (pós janeiro) acho um tempinho pra nos, digo, eu e meus pensamentos.
domingo, 10 de outubro de 2010
Me empurra pelo braço, me segura pela mão, tempo.
Já se sentiu encurralado? Que pergunta, é quase óbvia a resposta.
Uma vez na vida você já teve aquela sensação de que algo te prende contra a parede. Aquela vibração que a física explicaria com a frase: Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.
Será? Será mesmo? Não concordo 100%, em certos momentos dividiria o mesmo espaço com uns 6 corpos: Amigos, famílias, namorado, etc.
Porém, em certos momentos sou totalmente adepta dessa frase. E já diria que a física tratou de nós dar uma explicação lógica para aquilo que chamamos de: Um tempinho só nosso.
É tão necessário quanto beber água, ir ao banheiro. Um tempo somente nosso é como uma porta que se abre quando mais precisamos. E se não conseguimos abri-la, nos tornamos um tanto quanto carregados, contraídos e fechados.
Não conseguimos relaxa 100%, não conseguimos ler um livro, ver um filme sozinhos, escrever, comer.
Falando em comer, esse é um dos principais momentos em que eu abriria essa porta. Pra mim, o momento de uma refeição, é um singelo momento de reflexão, algo calmo, tranquilo e que não necessitaria de acompanhantes ao meu redor.
Mas não pensem que eu não gosto de companhia, adoro. Aquelas que me fazem bem e me agradam, é claro.
Mas esse momentinho só meu, eu faço questão de sempre curtir ao máximo.
Aproveitar em silêncio, não escutar tanto os problemas dos outros.
É como respirar pra dentro, é como filtrar todas as coisas: boas e ruins. É como um segundo antes de dormir. É um momento de paz, algo que só pode ser feito por você e pra você.
É por isso que eu ainda acredito na física, dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Mas é claro, toda frase tem sua exceção.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Abandonando o mundo terrestre? Não, só o virtual.
A resposta dela foi: Como? Como alguém pode não entrar no MSN, estranho!
Aí o mundo parecia está me julgando, me senti literalmente afastada desse mundo virtual.
Até eu que antes era uma rapidez ao digitar meus textos no computador, hoje já fico um tanto quanto perdida, um tanto quanto lerda.
Faz parte da mudança de idade? Olha, em certo modo ainda me considero jovem. Ao menos pra essa geração de internet, blog, Orkut, MSN.
Mas nem me pergunte qual é o ultimo MP que saiu agora, o mais novo IPOD, o mais novo celular, eu não faço idéia!
Não faço idéia de como anda a novela das 21h, que ultimamente tem começado 21:30, 22 horas.
E quando paro e vou rever um desses programas que antes super ocupavam o meu tempo:
Computador, internet, televisão. Agora me sinto deslocada, sem tempo.
Talvez eu realmente esteja envelhecendo, me esquecendo de procurar me manter atualizada. Mas ando preferindo bem mais a minha cama, ao meu livro de cabeceira, a caminhar na rua, a ir na auto escola, a aguentar o cursinho.
Do que me prender ao virtual, ao irreal. Eu que sempre fui meio lunática, agora estou mais ainda, mas não preciso de utensílios para aumentar essas minhas fantasias. Que por final de contas, não se sustentam com modernidade.
sábado, 2 de outubro de 2010
Mudaram minha rotina e nem me perguntaram
E agora? Tiraram meu piso, com uma crônica de uma mulherzinha infame, que prefere cachorro a pessoas, que se comove com animas a seres humanos.
Tudo bem, em certos casos pessoas tendem a ser mais traiçoeiras e até um cachorrinho seria um tanto quanto melhor.
Mas se abalar com um cachorro de rua, e ser frigida com os mendigos? Faça-me o favor.
Eu não gosto de mudanças radicais, e embora eu saiba que ela está de férias eu torço pra que ela volte logo e com mais idéias contagiantes para meu sábado a noite de leitura.
Eu também queria fazer um agradecimento ao meu namorado, que soube meu dar um presente muito bom:
Trem Bala, da Marthinha.
Espero que ela volte para defender a raça humana, pois cá pra nós falar de sentimentalismo barato por animais é foda.