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domingo, 28 de agosto de 2011

" Quando você pensar em sexo, poesia e liberdade, tudo isso representado por uma única pessoa, acabou de encontrar o amor da sua vida. Terá o tato, o sentimento e a imaginação. "

E não, eu não pensei isso com ninguém, ainda.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Impunidade sem fim e desonra maior ainda






Dia 22 de Agosto de 2011, Segunda-feira.



Esse dia vai ficar marcado pra sempre na minha memória, como o dia em que jovens foram participantes de uma das maiores injustiças do nosso país. Tanto falaram e exaltaram uma revolta, mas tornaram-se coniventes contra seus próprios "valores".




Protesto Tonho Crocco, que tinha como fundamento a destruição de sentimentos desprezíveis: A falta de moral, a falta de ética, a desigualdade com os direitos dos demais representantes assalariados públicos e a desonestidades apresentada frente aos eleitores.




Protesto este, em defesa de um homem, que foi capaz de manifestar e honrar com sua voz o que seria a salvação dos reais princípios da democracia. Com sua música descreveu sentimentos que muitos brasileiros temiam em transbordar. Que tentou despertar no peito de todos os cidadãos esse mesmo desejo de lealdade e honestidade, daquilo que nos foi prometido frente ás eleições.




Porém, esse homem lutou sozinho.




Dezesseis mil pessoas anunciaram comparecer no protesto que defenderia todas as crenças de uma política que não morreria com a podridão dos deputados
Em uma luta por aquilo que mais acreditamos: justiça nos valores do povo. Justiça de um Brasil mais limpo e bravo, um Brasil que eu ainda acreditava ser capaz de levantar a bandeira da verdade e sair à luta em prol dos nossos direitos.



E se acreditava que esse povo teria poder de persuasão e seria ouvido por todos os cantos do nosso país.




Eu realmente acreditei que como eu, outras pessoas apareceriam e mostrariam o verdadeiro poder do nosso voto, a verdadeira razão de não nos deixarem pisar a cabeça. Mas como meus utópicos pensamentos foram esmagados, nos pisaram, e muito pior, nós mesmos oferecemos o pé para isso.




Fomos mais coniventes com essa desafronta, do que aqueles que votaram por aumento em seus salários. Fomos crédulos de mudança, mas fizemos o que?




Mantivemo-nos parados em nossos sofás esperando que as transformações ocorressem sozinhas.


Eu tive sentimento de vergonha e impotência vendo que tudo aquilo que eu defendo está frágil nas pessoas. E são essas pessoas que LEVANTAM A VOZ PRA RECLAMAR SEUS DIREITOS, que mais falam baixo, quando só FALAM E NÃO AGEM.




Os valores dos jovens estão totalmente distorcidos. Estamos manipulados pela preguiça e pela desmotivação, sendo seres desonestos conosco.


Garanto que pra levantar a bandeira a favor da liberação da maconha, houve mais pessoas participando dessa causa, ao contrário do que se viu nessa tarde de segunda-feira.



E são esses os IDEIAIS QUE VOCÊS QUEREM LUTAR? É a exaltação das drogas, a exaltação da criminalidade? Esses seus são princípios crédulos?



Pois não são os meus, eu quero exaltar a HONESTIDADE E O DIREITO DE EXPRESSÃO. E não me cerrar em casa e ficar no aconchego de meu lar.



O beneficio é pra quem mesmo? Pra mim? É claro, ninguém estava lá por pensar sempre no que nos beneficiem. Mas foi o próximo que tentou fazer algo por si e por todos nós. E essa mesma pessoa está sendo condenada hoje.



Eu não quero ser um alguém nulo na capacidade de pensar, pois pensar e não agir é ser infiel com meus desejos é ser medíocre comigo mesma.



Eu realmente tive vergonha hoje de nascer numa sociedade que fala muito e pouco faz. Que crê nos seus direitos, mas não luta por eles.



Não tive ódio, nem repugnarão por todos que prometeram comparecer no protesto e não foram, mas tive pena. E agradeceria a estes que se disponibilizaram a gritar alto e não sair do lugar.



Só peço, que da próxima vez façam o que realmente sabem fazer de melhor... CONTINUEM QUIETOS.

domingo, 21 de agosto de 2011

Um soco no estômago, necessário

Regurgitar tudo que se sentiu, colocar pra fora e ali ficar.
É no mínimo doloroso, mas necessário quando se percebeu que nada mais existe, que não existe um olhar, um carinho, principalmente dos meus sentidos. Que tudo morreu como morre uma flor, que tinha vida e mantinha-se intacta até que se prazo de validade vence e ela murcha.
E morreu dentro de mim ontem uma parte do que precisava morrer. E perceber que certas pessoas te fazem muito mais feliz do que ele lhe fazia, e olhar no rosto daquela pessoa um ser estranho que não lhe trás mais admiração, preocupação, carinho e tal pouco amor.
Eu senti isso em algumas horas e algumas durações que não precisavam existir, mas o tempo foi ótimo pra perceber que realmente é preciso ver certas pessoas pra se dizer: Sim eu superei.
Superei um trauma, uma culpa minha, um desejo, superei vendo que não restou nada de tão bom e maravilhoso dentro de mim.
Vendo alguém ali, tão distante e eu também, e eu só pensava em que horas da vida eu teria a oportunidade de tá com outra pessoa, que me fizesse sentir bem, que me trouxesse PAZ.
E eu achava que se um dia lhe encontrasse de novo eu iria sofrer, e isso posso afirmar que não ocorreu, mas uma vontade gigantesca de vomitar.
Um sentimento de náusea e incerteza, misturados com a pureza que eu achei que ainda existia. Ai eu me perguntei: Como pude sentir durante 1 ano um amor, um carinho, será que eu realmente sabia quem eu tinha ao meu lado? Hoje vejo que não, vejo que não me restou um pingo de nada.
Vejo que eu me culpei durante tanto tempo por algo que eu não tive culpa, realmente não era pra ser. Realmente não tinha que existir, realmente eu me sinto melhor agora.
E sabe como um pesadelo que lhe vem? De imaginar que possa estar novamente com aquela pessoa? Isso se tornou um pesadelo pra mim.
Tornou-se e não terá mais de ser, pois eu me perdoei hoje, ontem e pra sempre.
E agora sei mais do que nunca que estou pronta pra me entregar e pra sentir tudo que eu não sinto mais por essa pessoa.
Percebi então que a vida tratou de dar caminhos ilógicos pra coisas mais do que necessárias ao coração, foi um soco na alma difícil de sair, mas fundamental pra se começar a viver.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

um, dois, três, quatro. E nenhuma conclusão!

Se hoje eu olhasse o passado iria ver mil histórias não acabadas, mil não, mas umas cinco sem dúvida. Quatro namoros na bagagem e uma pitada de casos semi- sérios.
E me perguntem se eu desenvolvi o dom de entender meus sentimentos?

Mas nem pensar, quanto mais eu me envolvo menos sei de mim, sei os erros que cometi e os acertos que consegui ter. Sei a quantidade de variações e gostos ao longo dos anos, o jeito diferente de cada um. Mas nunca parei pra pensar em mim, desde meus 14 anos eu namoro. Vou de um namoro a outro em um piscar de olhos.

Eu sou certinha confesso, confesso que não sei somente ficar, não sei ser toda moderninha e simplesmente sair com 10 ao mesmo tempo e deu. Não sou assim, eu seria mais confusa que o normal se fosse assim. Mas às vezes não quero tantas responsabilidades na minha mente.
E nem minhas amigas querem isso mais, minhas melhores amigas apostam comigo quando tempo eu ficarei solteira, e eu assumo que quase sempre elas ganham nas apostas de tempo máximo de três meses.

Pois é, eu nunca fiquei três meses sem namorar, sem sentir o que era alguém ao meu lado. Não me julguem como alguém que troca as pessoas facilmente, ou alguém carente demais, não sou assim, nem um pouco. Mas eu assumo que as oportunidades surgiram e eu não tive medo de me arriscar, e aprendi tanto quanto teria aprendido se estivesse sozinha.

Quem sabe eu não tivesse os pés mais no chão hoje em dia, se não fosse aquele menino que terminou 3, 4 vezes por uns ciúmes descontrolados meu. Quem sabe eu não soubesse demonstrar mais os sentimentos se não tivesse visto o “fulano” chorar, por eu ser fria, quando eu não queria ser. Quem sabe eu não tivesse aprendido que não se envolve amizade com amor, se eu não tivesse namorado meu melhor amigo.

Eu acho que cresci um pouco com cada um, aprendi o básico pelo menos pra saber que ainda tenho muito a conhecer. Mas eu quero digerir cada sentimento de forma suave e não engoli-los todos de uma vez, enquanto isso eu procuro hoje em dia namorar comigo mesma.
Ver meus gostos e me apaixonar por mim mesma, sem ter medo de errar novamente com alguém, sem ter medo de me arriscar novamente.

O que eu descobri mesmo com todos esses relacionamentos, é que cada um tem uma peculiaridade ÚNICA. E o amor sim, pode ser encontrado em rostos diferentes, embora só seja o amor da sua vida, quando encontrado em um único rosto que lhe peça pra ficar pra sempre.
Enquanto isso? Eu me divirto!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Antes das seis

Enquanto a vida vai e vem


Você procura achar alguém


Que um dia possa lhe dizer


-Quero ficar só com você!


segunda-feira, 15 de agosto de 2011




Correção automática, português e parágrafos. Não reparem, meu blog está sofrendo transformações. Já, já programinha otimizando o tempo e o visual dele.




Afinal, ele merece.
Beijinhos!

Como o tempo te prega peças e te surpreende.





Eu nunca imaginaria que ao olhar e procurar um nome entre os currículos de candidatos desclassificados no processo seletivo acharia lembranças tão fortes de alguém que marcou tanto na minha vida. Porém, fazendo-se presente apenas durante dez meses da minha existência.
Eu achei um currículo, no meio de todos outros, um que me tocou a alma e me emocionou. Ao observar o endereço onde o candidato morava, tive um misto de alegria e tristeza, saudade e felicidade. Ver que a rua era a mesma que tem o nome do meu avô, e que foi dado esse nome em homenagem a pessoa exemplar que ele era. Sem dúvida me fez pensar.

Rosalvo Silveira Duarte, embora morrendo quando eu tinha somente 10 meses de idade, com um aneurisma cerebral, sempre imaginei e ouvi histórias lindas sobre meu avô. E senti agora como se embora o tempo passasse, ele estivesse aqui, me dando um sinal e me aproximando dos verdadeiros valores da vida. O amor e os laços familiares são alguns, que hoje pude perceber.
Mantive-me em choque por alguns segundos e de repente caiu uma lagrima. A vontade de conhecer, de ficar perto e saber tudo aquilo que falavam que ele era e como ele era.

Com 45 anos morreu, era muito jovem ainda, mas como muitas realizações.
Trabalhou na empresa CRT, na área de marketing. Foi militar, rígido e sério. Mas que se derreteu quando nasceu a primeira neta, a única que ele viu nascer: Rafaela Duarte Ribeiro.
Que encheu o quarto dela de brinquedos, de presentes. Que vestia, que cuidava, que tratava ela como uma princesinha. Que ensinou ela a comer carne, tomar chimarrão e gostar de carros antigos. Que construiu com as mãos a própria casa, onde anos depois aquela mesma menininha compartilharia inúmeras alegrias com a sua avó.
Com aquele jardim, com aquela sacada e as brincadeiras de infância que faziam daquela casa o melhor local do mundo.

São as histórias que minha mãe contava para mim, que embora um homem com aparência séria, mas um doce de pessoa, ao conhecer alguém que lhe fez pensar sobre a vida. Eu acho que ele marcou mesmo sem ter ficado anos comigo, marcou sabendo tudo que ele fez pela minha mãe, e meus tios. E tudo que faria por mim se estivesse vivo.
E sabendo tudo que ele e minha avó construíram, e todos os passos que ele deixou marcado no caminho das pessoas, e como ele conquistou minha avó e se fez presente na vida dela.

Cresci vendo minha infância nas lembranças dela com ele, e ela sentia uma falta inimaginável por ele, e me dizia isso todas as vezes que conversava comigo no sofá da sala vendo televisão. Eu tinha só 10 anos quando minha avó morreu, quando senti pela segundo vez o que era não ter alguém espetacular ao meu lado no dia seguinte.
Ela que viveu por esse homem, que após a morte do meu avô continuou viva apenas para ver seu filho mais novo crescer. Ela que foi um exemplo de amor e carinho por toda minha vida.
Ele a conquistou, e eu sei que através dela eu vi e vivi muito do meu avô.
Eu via o seu jeito, de lembrar e me mostrar fotos dele, que tocassem lhe a alma. E ela ficava ali, com olhares fixos no nada. Na lembrança do amor da sua vida.

Que embora minha mãe engravidasse muito cedo, e ele ficasse até os cinco primeiros meses da gestação sem falar com ela, ele nunca deixou de ama – lá e de me amar por tabela. E foi esse amor que ele implantou em mim e em todos à sua volta. Que me fizeram ver, que o tempo traz lembranças e emoções, e essas emoções não acabam quando alguém morre.


sábado, 13 de agosto de 2011

Somos só pessoas.















Pessoas não são mercadorias, não são trocáveis no mercado, não são compatíveis com seu salário nem com seu humor. Pessoas são pessoas, que vivem e contemplam os mesmos sentimentos que os seus. Que se machucam e se iludem, que conhecem outras pessoas e se apaixonam, e se encantam. Nesse mundo onde tudo é saturado, onde tudo é comprado, começa-se a duvidar do valor do amor. Amor de pai, mãe, filho, amor de irmão, namorado ou afim. Pessoas são seres emocionantes que colocam seus sentimentos demasiadamente sobre outros aspectos terciários, que se influenciam por outras pessoas e não por coisas. Que gostam de pessoas e não de objetos. Pessoas não são objetos, pois se fossem seriam desprezíveis no mercado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A flor da pele.





















Eu ando muito mulherzinha pro meu gosto. Eu que sempre fui meiguinha, quero parar com tantas feminilidades e me tornar mais dona de mim, mais independente, mais razão e não tanto emoção.


Assumo que ando chorando e resmungando demais, e ainda estou naqueles dias ótimos e FAVORITOS das mulheres... A tal da TPM, amiga!



E isso, poxa, isso sim é a flor da pele.




É praticamente uma batalha entre o gladiador e o super-homem, é um difícil confronto psicológico.


E já não me bastava tudo isso, ainda hoje, não bastavam às cólicas e as dores nas costas pela gripe que inventou de me atacar. Me vem mais uma dessa... Reprovação na auto-escola.


Naveguei em um mar de fúria, sem bóia?


Ta, eu ando meio exacerbadamente chata, eu assumo. Acho-me melosa, sentimental e um tanto quanto MAIS CONFUSA QUE O NORMAL.
É possível? Claro, Rafaela! Na sua vida tudo é possível. (frases motivadoras ajudam um pouquinho).


Es que me pego escutando musiquinhas coloridas, não emos, mas coloridas: La la la, melódicas e nostálgicas, mas não vem ao caso agora.



O grande caso é que eu queria muito um cachorrinho, já lhe disse isso? As vezes creio que um cachorrinho iria me livrar de todas as frustrações do mundo. Mas ele também soltaria bolas de sujeira pelo meu quarto, confesso que isso não me agrada muito. Eu teria que levá-lo a pet shop muito seguido, pra ficar sentindo aquele cheirinho gostoso de cão lavado.


Isso me daria, sem dúvida, um gasto bem grande a mais no orçamento. Então abandonei a idéia de cultivar animais no meu lar, e voltei pra minha maratona de frustrações diárias.



Só me resta concluir, que não fiquei nem com o cachorrinho, nem com a carteira de motorista. Só com uma mente pensante demais e umas reclamações dos dias hormonais.









sexta-feira, 5 de agosto de 2011

um pé atrás

Voltei pro começo, de onde parti e de onde partiram minhas esperanças falhas de certezas mais falhas ainda. Voltei pra casa como um dia após o outro, como se a chuva não tivesse caído, mas o mal tempo tivesse embaçado o vidro. Ficou um resquício dentro de mim, tão pequeno que voltei pra casa de pés descalços, após uma noite, após outra noite. Voltei como um filme que rebobina a cena, como se não existissem mais eus, antes de AGORA.





Procurei respostas e palavras que me representassem no caminho de volta, mas só me achei mais vaga, e com falta de interesse. Pois é, voltei pra casa à mesma, mas com um meio coração e um pouco de aprendizado. Continuei caminhando, até que me sentei e percebi que voltei para casa sem ti.