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terça-feira, 9 de agosto de 2011

A flor da pele.





















Eu ando muito mulherzinha pro meu gosto. Eu que sempre fui meiguinha, quero parar com tantas feminilidades e me tornar mais dona de mim, mais independente, mais razão e não tanto emoção.


Assumo que ando chorando e resmungando demais, e ainda estou naqueles dias ótimos e FAVORITOS das mulheres... A tal da TPM, amiga!



E isso, poxa, isso sim é a flor da pele.




É praticamente uma batalha entre o gladiador e o super-homem, é um difícil confronto psicológico.


E já não me bastava tudo isso, ainda hoje, não bastavam às cólicas e as dores nas costas pela gripe que inventou de me atacar. Me vem mais uma dessa... Reprovação na auto-escola.


Naveguei em um mar de fúria, sem bóia?


Ta, eu ando meio exacerbadamente chata, eu assumo. Acho-me melosa, sentimental e um tanto quanto MAIS CONFUSA QUE O NORMAL.
É possível? Claro, Rafaela! Na sua vida tudo é possível. (frases motivadoras ajudam um pouquinho).


Es que me pego escutando musiquinhas coloridas, não emos, mas coloridas: La la la, melódicas e nostálgicas, mas não vem ao caso agora.



O grande caso é que eu queria muito um cachorrinho, já lhe disse isso? As vezes creio que um cachorrinho iria me livrar de todas as frustrações do mundo. Mas ele também soltaria bolas de sujeira pelo meu quarto, confesso que isso não me agrada muito. Eu teria que levá-lo a pet shop muito seguido, pra ficar sentindo aquele cheirinho gostoso de cão lavado.


Isso me daria, sem dúvida, um gasto bem grande a mais no orçamento. Então abandonei a idéia de cultivar animais no meu lar, e voltei pra minha maratona de frustrações diárias.



Só me resta concluir, que não fiquei nem com o cachorrinho, nem com a carteira de motorista. Só com uma mente pensante demais e umas reclamações dos dias hormonais.









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