Eu nunca imaginaria que ao olhar e procurar um nome entre os currículos de candidatos desclassificados no processo seletivo acharia lembranças tão fortes de alguém que marcou tanto na minha vida. Porém, fazendo-se presente apenas durante dez meses da minha existência.
Eu achei um currículo, no meio de todos outros, um que me tocou a alma e me emocionou. Ao observar o endereço onde o candidato morava, tive um misto de alegria e tristeza, saudade e felicidade. Ver que a rua era a mesma que tem o nome do meu avô, e que foi dado esse nome em homenagem a pessoa exemplar que ele era. Sem dúvida me fez pensar.
Rosalvo Silveira Duarte, embora morrendo quando eu tinha somente 10 meses de idade, com um aneurisma cerebral, sempre imaginei e ouvi histórias lindas sobre meu avô. E senti agora como se embora o tempo passasse, ele estivesse aqui, me dando um sinal e me aproximando dos verdadeiros valores da vida. O amor e os laços familiares são alguns, que hoje pude perceber.
Mantive-me em choque por alguns segundos e de repente caiu uma lagrima. A vontade de conhecer, de ficar perto e saber tudo aquilo que falavam que ele era e como ele era.
Com 45 anos morreu, era muito jovem ainda, mas como muitas realizações.
Trabalhou na empresa CRT, na área de marketing. Foi militar, rígido e sério. Mas que se derreteu quando nasceu a primeira neta, a única que ele viu nascer: Rafaela Duarte Ribeiro.
Que encheu o quarto dela de brinquedos, de presentes. Que vestia, que cuidava, que tratava ela como uma princesinha. Que ensinou ela a comer carne, tomar chimarrão e gostar de carros antigos. Que construiu com as mãos a própria casa, onde anos depois aquela mesma menininha compartilharia inúmeras alegrias com a sua avó.
Com aquele jardim, com aquela sacada e as brincadeiras de infância que faziam daquela casa o melhor local do mundo.
São as histórias que minha mãe contava para mim, que embora um homem com aparência séria, mas um doce de pessoa, ao conhecer alguém que lhe fez pensar sobre a vida. Eu acho que ele marcou mesmo sem ter ficado anos comigo, marcou sabendo tudo que ele fez pela minha mãe, e meus tios. E tudo que faria por mim se estivesse vivo.
E sabendo tudo que ele e minha avó construíram, e todos os passos que ele deixou marcado no caminho das pessoas, e como ele conquistou minha avó e se fez presente na vida dela.
Cresci vendo minha infância nas lembranças dela com ele, e ela sentia uma falta inimaginável por ele, e me dizia isso todas as vezes que conversava comigo no sofá da sala vendo televisão. Eu tinha só 10 anos quando minha avó morreu, quando senti pela segundo vez o que era não ter alguém espetacular ao meu lado no dia seguinte.
Ela que viveu por esse homem, que após a morte do meu avô continuou viva apenas para ver seu filho mais novo crescer. Ela que foi um exemplo de amor e carinho por toda minha vida.
Ele a conquistou, e eu sei que através dela eu vi e vivi muito do meu avô.
Eu via o seu jeito, de lembrar e me mostrar fotos dele, que tocassem lhe a alma. E ela ficava ali, com olhares fixos no nada. Na lembrança do amor da sua vida.
Que embora minha mãe engravidasse muito cedo, e ele ficasse até os cinco primeiros meses da gestação sem falar com ela, ele nunca deixou de ama – lá e de me amar por tabela. E foi esse amor que ele implantou em mim e em todos à sua volta. Que me fizeram ver, que o tempo traz lembranças e emoções, e essas emoções não acabam quando alguém morre.
Eu achei um currículo, no meio de todos outros, um que me tocou a alma e me emocionou. Ao observar o endereço onde o candidato morava, tive um misto de alegria e tristeza, saudade e felicidade. Ver que a rua era a mesma que tem o nome do meu avô, e que foi dado esse nome em homenagem a pessoa exemplar que ele era. Sem dúvida me fez pensar.
Rosalvo Silveira Duarte, embora morrendo quando eu tinha somente 10 meses de idade, com um aneurisma cerebral, sempre imaginei e ouvi histórias lindas sobre meu avô. E senti agora como se embora o tempo passasse, ele estivesse aqui, me dando um sinal e me aproximando dos verdadeiros valores da vida. O amor e os laços familiares são alguns, que hoje pude perceber.
Mantive-me em choque por alguns segundos e de repente caiu uma lagrima. A vontade de conhecer, de ficar perto e saber tudo aquilo que falavam que ele era e como ele era.
Com 45 anos morreu, era muito jovem ainda, mas como muitas realizações.
Trabalhou na empresa CRT, na área de marketing. Foi militar, rígido e sério. Mas que se derreteu quando nasceu a primeira neta, a única que ele viu nascer: Rafaela Duarte Ribeiro.
Que encheu o quarto dela de brinquedos, de presentes. Que vestia, que cuidava, que tratava ela como uma princesinha. Que ensinou ela a comer carne, tomar chimarrão e gostar de carros antigos. Que construiu com as mãos a própria casa, onde anos depois aquela mesma menininha compartilharia inúmeras alegrias com a sua avó.
Com aquele jardim, com aquela sacada e as brincadeiras de infância que faziam daquela casa o melhor local do mundo.
São as histórias que minha mãe contava para mim, que embora um homem com aparência séria, mas um doce de pessoa, ao conhecer alguém que lhe fez pensar sobre a vida. Eu acho que ele marcou mesmo sem ter ficado anos comigo, marcou sabendo tudo que ele fez pela minha mãe, e meus tios. E tudo que faria por mim se estivesse vivo.
E sabendo tudo que ele e minha avó construíram, e todos os passos que ele deixou marcado no caminho das pessoas, e como ele conquistou minha avó e se fez presente na vida dela.
Cresci vendo minha infância nas lembranças dela com ele, e ela sentia uma falta inimaginável por ele, e me dizia isso todas as vezes que conversava comigo no sofá da sala vendo televisão. Eu tinha só 10 anos quando minha avó morreu, quando senti pela segundo vez o que era não ter alguém espetacular ao meu lado no dia seguinte.
Ela que viveu por esse homem, que após a morte do meu avô continuou viva apenas para ver seu filho mais novo crescer. Ela que foi um exemplo de amor e carinho por toda minha vida.
Ele a conquistou, e eu sei que através dela eu vi e vivi muito do meu avô.
Eu via o seu jeito, de lembrar e me mostrar fotos dele, que tocassem lhe a alma. E ela ficava ali, com olhares fixos no nada. Na lembrança do amor da sua vida.
Que embora minha mãe engravidasse muito cedo, e ele ficasse até os cinco primeiros meses da gestação sem falar com ela, ele nunca deixou de ama – lá e de me amar por tabela. E foi esse amor que ele implantou em mim e em todos à sua volta. Que me fizeram ver, que o tempo traz lembranças e emoções, e essas emoções não acabam quando alguém morre.
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