Parece que todo mundo começou uma máquina frenética de mudança, mudança de status, mudança de humor, mudança de gostos, mudança de demonstrações. Todo mundo começou a querer demonstrar o desapego por tudo e por todos das formas mais desafeituosas impossíveis. Mas quanto mais desinteresse mostram, mas se mostram indiferentes com toda a beleza do mundo.
Quem se fecha para os amores, os sabores, os quereres do dia a dia, não pode querer esperar que o amor bata a sua porta. Que venha desapercebido, talvez você já tenha percebido ele, já tenha sentido ele, já tenha tocado ele. Mas estava tão preocupada em se mostra indiferente, que de verdade ele foi embora. Esperando alguém que o encontrasse com a porta aberta.
As pessoas não querem frestas de carinho, frestas de sentimentos. Querem a alma por completo, mas não entregam para o outro, a sua alma por completo.
Manter-se firme, fria e desatenta, mostra a fragilidade que se tem em encarar a realidade, em dizer o que se sente. Em falar por falar, demonstrar por demonstrar. O máximo que pode acontecer são palavras negativas, frases não esperadas. Mas somos tão jovens para não nos permitimos viver, para deixar aquele gostinho de saudade ficar a cada boca beijada. Somos tão jovens para não arriscar nos envolvermos. Vamos parar de falsidade e distanciamentos afetivos, e vamos deixar isso para as pessoas mais velhas, que realmente não tem mais a vitalidade nem eloqüência de arriscar uma nova paixão. O que já discordo um pouco, cada idade tem seus desejos e medos, cada idade tem de ser “abrir” o quanto sente-se a vontade.
Então parem de ignorar as necessidades básicas do ser humano, carinho é bom e eu gosto, digo e peço.
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