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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O que é o amor?


O amor nos dias de hoje é a janelinha que pisca ao lado e aquele facebook repleto de "curti" a cada frase mal escrita e/ou a cada link publicado no mural. É uma demonstração extrema da falta de proximidade afetiva, mas a união dos laços matrimoniais virtuais.

Amor hoje são fotos modificadas, efeitos vazados, e quanto mais photoshop mais cult, mais moderno. É sair pela rua com as meias calças rasgadas, o menino de cabelo cacheado e comprido. Os dois irem ao barzinho, pedirem umas cevas, sentarem na mesa e ligarem seus Iphones.

O amor é toda a modernidade que transborda sobriedade de noites mal dormidas, de desejos mal realizados, de mensagens efetuadas as 4h da manhã. Pra dizer que você deveria estar na cama dele, ou dela, caso ela seja mais "moderninha" e consiga lhe mandar uma msg assim. Suplicando noites calientes.

A caliência toda, bastará por 3 dias, no qual o primeiro será regular, o segundo será o auge, o terceiro se irá com a maior expectativa do mundo, mas voltarás para a casa com aquela sensação: O segundo foi melhor!
Pronto, acabou aqui!

Dois meses depois, quando você perceber que não adianta só bajular virtualmente as mulheres no qual os peitos são maiores que o cérebro, e os álbuns e publicações, forem repletos de falsa intectualidade virtual, surreal. Você vai ligar para seu "curti", aquela que você saiu as três vezes, e começará novamente a rotina da primeira noite. A conquista estará novamente no ar, mas até quando?

O amor de hoje em dia é colocar fotos falsas de lugares bonitinhos, calmos, coloridos, floridos. Que na verdade você só irá naquele campo pra TIRAR a foto. Que após 200 mil flashs, você sairá correndo daquele lugar, pois tem muito mato nas suas botas super caras que imitam aquelas de brechó. Aliás, o retro está super em alta nos amores, as pessoas querem fotos de filmes clássicos, frases e mais blá, blá, blá. E os principais temas atuais de filmes são algo meio woodstock. Sexo, mais sexo, drogas. E viva a vida, sem medo de viver!

Peguem Aids, por saírem por ai sem responsabilidade, peguem dst's, porque as maravilhosas vidas agora são aquelas regadas a sexo, e virtualidades. E de preferência tudo ao mesmo tempo e com todo mundo.

O amor anda tão brutal, arrebatador, neurótico, e sexual. Esse amor que arrebata coraçõezinhos de menininhas eloquentes, que atrai o ego masculino com frases envolventes. Esse amor atual não está pra mim.
Mas sim, para os adeptos dos analistas, psiquiatras e afins. O meu amor está mais para a calma do que para a agitação hightech. Está mais para filminho de sessão da tarde, do que para sessão prive.

Porém, como não encontrei um amor assim ainda, vou procurar na próxima página do facebook.

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