"Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama"
E sempre que eu escuto essa música me transporto sem querer a um tempo que mal me lembro.
Talvez minha infância, e me traz uma nostalgia, de momentos que eu guardo pra mim.
Talvez eu nunca diga e às vezes queira dizer, sinto falta de você e ele juntos, sinto falta dos cafés da manhã e da mesa cheia de gente.
Um pai e uma mãe na imensidão da distancia, unidos por uma filha, talvez seja a única união ainda, mas é a imensidão essa pequena união que ainda me traz uma pequena esperança.
É tão notável, normalmente não vejo mais pessoas juntas de mãos dadas, demonstrando ao máximo seu amor uma pela outra, vejo a indiferença no olhar de várias pessoas, e beijos são só quantidade e mais quantidade.
E nossos filhos crescerão em um mundo ainda pior!
E não é isso que eu sonho pra mim mesma, não é isso que sonho e procuro pro amanhã.
Quero permanência de sentimentos e renovação em tudo àquilo que acredito, a cada dia, queria um pouco de maturidade para percebemos que às vezes a liberdade, demais, nos transforma em crianças de colo, sem a mentalidade de escolha...
Ou com tanta escolha que nos transformamos em abusadores de sentimentos, em descartadores de pessoas, em seres incapazes e infelizes!
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