O passado é como um espelho refletido infinitas vezes, de tamanhos diferentes! Eu me vejo em uma sala, na primeira série conhecendo meu mundo novo, minha criança florescendo e eu ainda me descobrindo. Logo após já posso imaginar meu primeiro tombo de bicicleta, meu primeiro beijo, meu primeiro adeus... O mais doloroso.
E ai eu recordo a viagem que fiz, os caminhos que cruzei, e por tantos, tantos momentos eu só desejava-me auto conhecer.
E é isso se descobrir, basta ter a mente livre, e olhando no passado tudo fica mais fácil, você percebe as mudanças, o que não quer que ocorra de novo, e eu não quero muitas coisas novamente.
Mas dizem que a vida é um ciclo, que os planetas giram em torno do sol, e que o mundo gira sempre constante. Se é um ciclo para que vamos batalhar tanto para mudarmos? Se no futuro podemos pensar as primeiras coisas que nossa mente produziu. Você vai evoluindo sim, vai buscando novos rumos e sentidos melhores, vai sentindo, vai aprendendo.
Aprender é a forma mais clara de que temos, de que o passado realmente existiu, pois aprendemos com situações que já passamos... E aprendemos de diversas formas: Amando, amar pra aprender, sofrer, sorrir. Aprendemos que nada volta, então temos que viver um pouco desse ciclo que nos cerca, mas não esperar que o ciclo feche e que tenhamos perdido boa parte de toda a circunferência. Temos que aproveitar em atos, a vida em teatros, a vida em novelas, a vida em nossas histórias escritas a mão, escritas no pé, no caminhar. No caminho encontrarem um olho de vidro, que nos levará sempre a observar, o que o passado nos transformou, o que eu sou hoje e não era antes. O que eu quero para o amanhã?
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