Tantas histórias eu já criei na minha mente na ilusão de tentar compreender esse misto que me prende, eu sou o compreensível que na sua lucidez não faz razão nenhuma. Eu quero tudo agora e acabo escolhendo caminhos errados, amores tortos e ventos que não fluem na direção do mar. Eu não me prendo no passado meu presente constante passa mais rápido pelos meus pés que o som dos trilhos do trem da estação. Boa vontade de ser o melhor de mim mesma de querer fazer bem ao próximo e em um egoísmo tremendo de não saber entender como tantas coisas no mundo são assim ainda? Voz rouca já de tantas palavras gastas e repetidas, pra dizer coisas já ditas e memórias falhas que se esquecem de lembrar o quão ruim essa história já fez. Mas nesse meu misto de ser o que não sou, querer sempre mudar está sempre com planos na cabeça lugares pra conhecer e histórias pra viver, eu digo que meu vazio é desconhecido. Do que vale um sorriso se a sinceridade de não ser algo concreto e simples por trás dele existe, e quando eu me conhecer, e me entender, e enfim saber é isso e só isso que eu sei ser não importando a diversidade de rostos e formas, eu me mostro para todos eu saiu do armário, eu faço poesia e até escrevo um diário!
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